1. SEES 22.8.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  COMO ESCAPAR DE UMA MALDIO
3. ENTREVISTA  JOO BATISTA ARAUJO E OLIVEIRA  NO PRECISAMOS DE ESCOLAS-MODELO
4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  A GRANDE REFORMA EDUCACIONAL
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  DESCOLAMENTO DE RETINA: CIRURGIA  A NICA OPO

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

MONET  UM CLICH
Onde quer que ocorram, as mostras de impressionistas batem recordes de pblico. Com 45.000 visitantes em duas semanas, a exposio de obras-primas desse movimento em cartaz em So Paulo confirma a regra. Isso acontece porque o impressionismo  um ponto de entrada seguro para o mundo das artes. Ele no demanda um conhecimento de mitos e cones religiosos, como a arte clssica, nem afronta o espectador como as obras modernas e contemporneas. Com sua slida beleza plstica, as telas de Monet, Degas e companhia se tornaram de consumo rpido  o que  uma injustia com artistas que, no sculo XIX, declararam guerra aos clichs. Em homenagem ao esprito desses grandes pintores, que preferiam fugir ao consenso, o site de VEJA apresenta um antiguia da exposio, com as razes que crticos e artistas apresentaram, ao longo do tempo, para no gostar dos impressionistas.

O OUTONO SOMBRIO DA GRCIA 
Em entrevista ao site de VEJA, o brasileiro Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, afirma que o desfecho da crise na Grcia est prximo  e que ele causar um novo abalo na economia internacional. Segundo Canuto, a Grcia no vai cumprir as metas fiscais. A probabilidade de os pases aceitarem o no cumprimento das metas  pequena. O desenlace mais provvel  a sada da Grcia da zona do euro, diz.

PENSADORES DA WEB
Nos dias 22 e 23, So Paulo recebe a primeira edio brasileira do The Next Web, um dos mais importantes encontros de tecnologia e internet do mundo. O site de VEJA conversou com dois dos principais palestrantes do evento: Michell Zappa, perito na exibio grfica de informaes  em especial as que ele colhe em pesquisas de opinio , e o escritor americano Andrew Keen, que lana o livro Vertigem Digital  Por que as Redes Sociais Esto Nos Dividindo, Diminuindo e Desorientando. Keen critica o uso exagerado das redes e diz que no confia no Facebook.

O  LANCHINHO IDEAL
Bastante difundida, a ideia de que comer entre as refeies engorda  falsa. Uma dieta saudvel depende do consumo de algum alimento a cada trs horas  o que significa que lanchinhos devem ser intercalados entre as refeies principais. Reportagem no site de VEJA mostra como tornar essas refeies intermedirias benficas  dieta.


2. CARTA AO LEITOR  COMO ESCAPAR DE UMA MALDIO
     Nesta edio, VEJA estreia uma nova seo, dedicada ao pr-sal. Ela acompanhar, numa cobertura intensiva, a extrao dessa extraordinria riqueza brasileira e as mudanas que com ela emergiro  e que tero reflexos na economia, mas tambm no comportamento, na demografia, no consumo e na tecnologia do pas. A criao de uma seo em VEJA ocorre sempre que alguns fenmenos transcendem sua natureza e passam a ter impacto em outras esferas. Foi assim com a seo Vida Digital. Ela surgiu como reconhecimento de que a tecnologia transbordou de sua calha original. De uma rea do conhecimento que parecia fundamentalmente destinada a produzir aparelhos cada vez menores, transformou-se em um fenmeno sociocultural que mudou a maneira como nos relacionamos com o mundo.
     A seo dedicada ao pr-sal comea com uma visita da reportagem de VEJA s dez cidades brasileiras que, ao longo da ltima dcada, mais foram beneficiadas pelo dinheiro dos royalties. A reportagem revela cenrios que atestam que a explorao de petrleo em guas profundas da costa brasileira, em quantidade e qualidade fabulosas, j comeou a mudar os contornos do pas. Mas tambm confirma o que a histria demonstrou mais de uma vez: que a riqueza do subsolo no se traduz imediatamente em distribuio de riqueza e melhoras sociais  e que a maldio do petrleo  um perigo sempre  espreita. Essa maldio pode resultar do fenmeno conhecido como doena holandesa, em que a valorizao cambial provocada pela descoberta de uma riqueza natural acaba por tirar o flego da indstria, que, cada vez mais dependente do governo, se enfraquece, prejudicando o crescimento de um pas. A situao ocorreu na Holanda nas dcadas de 70 e 80 depois da descoberta das reservas de gs natural. Mas a corrupo, o desperdcio de recursos e a falta de planejamento para gast-los tambm costumam atrair outra espcie de infortnio, revelada na forma de regimes polticos sustentados pelo assistencialismo e assolados pela misria, como no caso da Venezuela.
     O Brasil rene todas as condies para transformar a riqueza do seu subsolo em capacitao tecnolgica, aumento do nvel educacional e gerao de empregos de altssima especializao.
     A nova seo  uma contribuio de VEJA para que o pr-sal escape das velhas maldies  e ajude a trazer  tona a verdadeira riqueza de um pas: aquela que modifica para melhor a vida de sua populao.


3. ENTREVISTA  JOO BATISTA ARAUJO E OLIVEIRA  NO PRECISAMOS DE ESCOLAS-MODELO
O educador diz que o Brasil necessita de redes de ensino fundamental eficientes, no de ilhas de excelncia, e anuncia um prmio para os prefeitos que avanarem nesse objetivo.
NATHALIA GOULART

H dcadas governos estaduais, municipais e federal se vangloriam de suas escolas-modelo, unidades que recebem toda a ateno da administrao de planto e que, por isso, se destacam dos demais colgios pblicos pela excelncia. Os governantes deveriam, na verdade, se envergonhar da situao, afirma o educador Joo Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, ONG dedicada  educao. O argumento do especialista  simples: As escolas-modelo so excees. A regra como sabemos, so as demais escolas do Brasil. Para incentivar governos a corrigir a distoro, Oliveira criou, em parceria com a Gvea Investimentos e a Fundao Lemann, o Prmio Prefeito Nota 10, que vai dar 200.000 reais a administradores municipais cuja rede de ensino fundamental obtiver a melhor avaliao na Prova Brasil, exame federal que mede a qualidade do ensino pblico no ciclo bsico. Escola-modelo, portanto, no conta. No adianta o prefeito falar que tem duas escolas excepcionais, se as demais no acompanham esse nvel. Queremos premiar o conjunto. Confira a seguir a entrevista que ele concedeu a VEJA.

O MEC divulgou nesta semana os resultados da Prova Brasil, que mostra o nvel de aprendizado das crianas no ciclo fundamental das escolas pblicas. Como o senhor avalia os resultados? 
Eles foram divulgados com grande fanfarra, mas no h nenhuma justificativa para isso. Se voc analisa a questo no tempo, percebe que existe estagnao. H um ponto fora da curva, os resultados divulgados em 2010. Mas eles no foram corroborados neste novo exame, e j espervamos isso. Estamos onde estvamos em 1995. H uma melhora bem pequena nos anos iniciais da escola, e pouqussima variao nas sries finais e no ensino mdio. Os gastos em educao aumentaram  e muito  e foram criados muitos programas, mas isso no tem consistncia suficiente para melhorar a qualidade do ensino. Ento, temos duas hipteses para a estagnao: ou os programas criados so bons mas no foram bem executados, ou so desnecessrios e no trouxeram benefcio algum.

Especialistas, entre os quais o senhor, pregam que uma reforma educacional eficaz se faz com receitas consagradas  ou seja, sem invencionices. Quais so os ingredientes para o avano? 
O primeiro  uma poltica para atrair pessoas de bom nvel ao magistrio. Desde a dcada de 60 h um rebaixamento do nvel do pessoal, e a qualidade do ensino depende essencialmente do professor. O segundo ingrediente  a gesto do sistema. Uma boa gesto produz equidade: todas as escolas de uma mesma rede funcionam segundo o mesmo padro. Hoje, unidades de uma mesma rede, estadual ou municipal, apresentam desempenhos dspares. O terceiro  a existncia de um programa de ensino estruturado, que falta ao Brasil. As escolas tm um punhado de papis reunidos sob o nome de proposta poltico- pedaggica, seja l o que isso queira dizer: comea com uma frase do Paulo Freire e termina citando Rubem Alves. Os governos de todos os nveis abriram mo de manter uma proposta de ensino, detalhando o que os alunos devem aprender em cada srie. O quarto ingrediente  um sistema de avaliao que possa medir a evoluo do aprendizado. Para isso, porm,  preciso ter um programa de ensino: afinal, se voc no sabe o que ensinar, como vai saber o que avaliar? De posse de bons profissionais, gesto, programa de ensino e mtodos de avaliao, acrescenta-se o ltimo ingrediente, um sistema de premiao e punio. Algumas redes comeam a pensar em um sistema de premiao, mas no adianta s dar incentivo.  preciso premiar quem faz direito e punir quem no faz. Hoje, o nico punido no sistema de ensino brasileiro  o aluno reprovado. Isso  covardia. Nada acontece com professor, diretor, secretrio de Educao, prefeito ou governador quando eles falham.

Em meio a tantos desacertos, h municpios fazendo a lio de casa em matria de educao? 
Sim, mas os exemplos so poucos. Sobral, no Cear,  um deles, alm de algumas dezenas de cidades em So Paulo e em Minas Gerais. Elas seguem a receita de estruturar o ensino, de cuidar de questes que realmente fazem a diferena. Mas ainda estamos falando das primeiras sries do ensino fundamental. Ou seja, estamos aprendendo a fazer escola primria.

O senhor organiza um prmio que ser entregue a administraes municipais que mostrarem o melhor desempenho em educao. Como ele vai funcionar?
A ideia  premiar o prefeito das cidades que apresentarem uma rede de qualidade, ou seja, um conjunto em que todas as escolas atinjam um patamar satisfatrio de ensino. No adianta o prefeito falar que tem duas escolas-modelo, excepcionais, se as demais no acompanham esse nvel. Queremos premiar o conjunto.

Qual o problema das escolas-modelo?
O problema  que elas no so modelo de nada. Em sua excelncia, elas so excees. O prmio parte da premissa de que uma andorinha sozinha no faz vero. Por meio da Prova Brasil, constatamos que existem algumas escolas boas espalhadas pelo pas, mas, sozinhas, elas no vo mudar o jogo. Precisamos de uma rede que funcione. Quando analisamos avaliaes de outras naes, percebemos que escolas de uma mesma rede tm um desempenho muito similar. Isso  democracia, isso  cidadania: voc pode matricular seu filho em qualquer escola, pois todas oferecem o mesmo nvel de ensino.

Por que  to difcil levar a qualidade das escolas-modelo para toda a rede de ensino? 
Porque no Brasil o que importa  acessrio. O legal  colocar xadrez na escola,  ensinar teatro. O brasileiro vai  Finlndia e acha que o sucesso da educao daquele pas se deve ao fato de que as paredes das escolas so pintadas de rosa. Na volta ao Brasil, ele quer pintar todas as escolas daquela cor. Depois, ele vai  Frana, onde v um livro que julga importante e decide introduzi-lo nas escolas daqui... Em vez de olharmos o que os sistemas de ensino daqueles pases tm em comum, olhamos exatamente para o que h de diferente neles, como se isso fosse a bala de prata da educao. Por isso gesto  to importante:  preciso focar o DNA da escola e deixar de lado o que  perifrico. O problema  que as escolas e as secretarias de Educao esto povoadas de pedagogos, e no de gestores. No conheo uma Secretaria de Educao no Brasil que tenha um especialista em demografia, que saiba quantas crianas vo nascer nos prximos anos e, portanto, quantas escolas precisam ser abertas ou fechadas.

H alguns meses, o MEC anunciou a aquisio de milhares de tablets para professores. O senhor v isso com bons olhos? 
 mais confete. O bom professor vai se beneficiar; o mau, no. E nem o benefcio ao bom professor justifica o custo. Quando a tecnologia est atrelada ao professor, ele, o ser humano, vai ser sempre o fator limitante. Nenhum pas conseguiu melhorar a educao a partir do uso da tecnolo


gia. No estou dizendo que a tecnologia seja ruim. Ela tem potencial, desde que seja usada no contexto apropriado. No adianta colocar ingredientes certos na receita errada.
Alguns pases que tinham ndices educacionais semelhantes aos do Brasil hoje ostentam nmeros aceitveis ou mesmo invejveis. E o caso de Coreia do Sul, China e Chile. O que essas naes podem ensinar ao Brasil? Elas podem servir de modelo, mas  preciso entender o processo de cada uma delas. Os trs pases citados aprimoraram seu sistema de ensino em regimes mifitares, o que no  a realidade do Brasil, felizmente. Mas a estratgia central dessas naes foi adotar medidas de forma gradual. Essa  uma lio que o Brasil tem dificuldades para aprender. Queremos fazer tudo de uma s vez, e acabamos no fazendo nada direito. A Coreia do Sul, por exemplo, realizou sua reforma entre os anos 1950 e 1980. Primeiro, reestruturou o ensino primrio, depois, o ginsio, e assim por diante. A outra estratgia acertada dessas naes foi construir as condies necessrias ao sucesso do ensino. Dou novamente um exemplo dos sul-coreanos: eles introduziram um programa de ensino rigoroso, tocado por professores bem formados. Temos tambm exemplos de democracias que fizeram reformas educacionais bem-sucedidas, como Finlndia e Irlanda. A Finlndia tinha ndices muito inferiores aos dos demais pases escandinavos. H cerca de trinta anos, eles elaboraram um plano de ensino extremamente rigoroso, que inclua formao lapidar de professores.

A sensao generalizada  que o ensino pblico nacional  um desastre.  uma viso errada? 
 uma viso correta. Sobretudo para as crianas pobres, que teriam na escola a nica chance de ascenso social. A escola  um desastre quando analisada pela tica das avaliaes internacionais, e um desastre tambm do ponto de vista pessoal, individual. A nica chance que um cidado tem de melhorar de vida no Brasil  por meio da educao de qualidade. E ela no tem qualidade para a maioria das pessoas. O nmero de jovens que chegam ao ensino mdio  baixssimo, e entre estes a evaso  uma calamidade. E o governo  incapaz de entender que h um modelo errado ali, que penaliza jovens justamente quando eles atravessam uma fase de afirmao.

O Enem foi criado como ferramenta de avaliao e aprimoramento do ensino mdio. Porm, vem sofrendo mudanas para atender a outro fim: a seleo de estudantes para universidades pblicas. Qual a avaliao do senhor a respeito?
Ningum consegue servir a dois senhores. O Enem nasceu com um formato, mas transformou-se em outra coisa. Ele nasceu para ser uma prova de avaliao das competncias dos jovens, mas no deu certo. Em seguida, tentou-se vender a ideia de que  uma prova seletiva, um vestibular barato. E ficamos com esse troo que ningum sabe o que . O Enem no tem a menor importncia. A ideia de ter uma forma simplificada de ingresso  universidade  bem-vinda, mas isso no serve para todos os estudantes do ensino mdio.

O que poderia ser feito para corrigir o ensino mdio? 
O Brasil tem a necessidade de atender a demandas da sociedade e da economia. Mas insistimos em fazer um ensino acadmico, reprovando alunos e negando qualquer futuro a essas pessoas. O grosso do currculo escolar tem de ser voltado para a massa, para pessoas que vo enfrentar o mercado de trabalho. Uma formao tcnica, profissional, para aquele sujeito que vai trabalhar no shopping, no telemarketing. No h demrito algum nisso: essa  a base das economias de servio. Nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, 50% das pessoas que esto no mercado de trabalho tm apenas o ensino mdio.  um nvel de qualificao que permite a eficincia da economia. Aqui, quem possui somente o ensino mdio  considerado um fracassado.

Tramita no Congresso o Plano Nacional de Educao, que prev aumentar o porcentual do PIB destinado  rea de 5% para 10%. A falta de dinheiro  a razo de crianas no saberem ler ou operar conceitos fundamentais de matemtica? 
O pas deve investir em educao, mas colocar dinheiro na equao atual  jog-lo fora. O problema mais importante  a gesto. No adianta pr mais dinheiro no sistema atual porque ele vai ser malgasto.  como pagar dois professores que no sabem ensinar: melhor  pagar somente um bom mestre. Temos problemas estruturais muito graves: se eles no forem resolvidos, no haver financiamento que baste. Desde 1995, o salrio do professor quintuplicou no Brasil, mas no houve avano no desempenho do ensino. Ento, aumentar uma varivel s no vai mexer no resultado. A equao  mais complexa. Alm disso, 10%  uma cifra descabida do ponto de vista da macroeconomia.

O pas estabeleceu metas para o ensino bsico at 2021. Como estar o Brasil, do ponto de vista da educao, s vsperas do bicentenrio da Independncia?
Estaremos no mesmo patamar. No h nenhuma razo para pensar que ser diferente. No se muda a educao estabelecendo metas, mas a partir de instituies. No h milagre. Uma vez que no existe investimento nas polticas corretas, no h por que achar que teremos uma situao melhor no futuro.


4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  A GRANDE REFORMA EDUCACIONAL
Contrariando os saudosistas, afirmo que a educao no Brasil nunca foi grande coisa, mediocridade percebida apenas por espritos mais alertas. A diferena  que hoje h mais impacincia com as suas mazelas. Diante dessas crticas, passadas e presentes, nossas doutas autoridades so pressionadas a tomar providncias enrgicas. Mas e os custos polticos? E os calos em que se h de pisar? E a truculncia dos que no querem perder suas sinecuras e confortos? E as greves? Com espantosa criatividade, nossos lderes encontraram uma sada para esse impasse: criou-se um tipo de reforma que, alm de indolor, tem visibilidade na mdia escrita e falada. A ideia  simples: em vez da truculncia de remexer pessoas e instituies, reformam-se os nomes e ttulos de tudo o que acontece na rea. Brilhante! Sem trauma!
     Antes tnhamos instruo pblica. J faz tempo que mudou. Agora  educao pblica. Tnhamos primrio, secundrio e tercirio (ou universitrio). No secundrio, havia o ginasial e o colegial. E esse ltimo podia ser clssico ou cientfico. Estava ruim. Foi consertado para 1 grau, 2 grau e 3 grau. No melhorou o suficiente. Para sanar as mazelas restantes, foi criada a educao bsica, dividida em ensino fundamental e mdio. Em uma conversa entre pessoas de trs geraes, os mais velhos rememoram suas experincias no primrio, os menos velhos sobre o que faziam no 1 grau e a juventude reclama do fundamental.  o desejado dilogo inter-cultural. Estudei meu primrio no Colgio Rodrigues Alves (RJ). Pouco depois, foi preciso salvar essa instituio, mudando seu nome para Escola Rodrigues Alves. Comecei no 1 ano, minha filha na 1 srie. E, se ela j tivesse um filho, ele iria cursar o 1 ano. L na dcada de 70, foi criado o curso de engenharia de operaes. Mas parece que o nome no trazia bons augrios. Da a criao dos tecnlogos. Para expandirem a sua relevante contribuio, os luminares da educao transformaram recentemente esses programas em cursos superiores de tecnologia. Vejam que progresso! Havia uma prova chamada de Artigo 99. Ao que parece, no era um nome  altura dos seus nobres objetivos. Da que virou supletivo. Mas imaginem se os novos e insignes educadores vo abrir mo de deixar sua marca indelvel em uma iniciativa de tanta relevncia social. Da a sua decisiva contribuio, pois agora se chama EJA.
     Quando fui para o colgio (que virou escola), tinha disciplinas de portugus. Mas a gerao seguinte foi privilegiada, passando a estudar a lngua ptria, obviamente, um enorme progresso. Pelo que sei, esse assunto voltou a se chamar portugus. Um retrocesso? Bem cedo, tinha de fazer composies, sobre diferentes assuntos. Mas nossas sbias autoridades acharam por bem corrigir um erro histrico. Para tal, aquela pgina de garranchos virou redao. Mas a reforma ainda era imperfeita; para complet-la, foi necessria uma nova correo de rumo. Agora  produo de textos. No passado, tentvamos alfabetizar, nem sempre com sucesso. Agora foi salva a situao, pois o objetivo  o letramento. Viram que evoluo? Quando estudei anlise sinttica, labutando nos Lusadas, aprendi que havia sujeito, verbo, predicado e objeto. Felizmente para anao, as novas geraes foram poupadas do aprendizado autoritrio que me foi imposto. Agora, essas classificaes gramaticais no fazem sentido algum, nem para professores nem para alunos. Importam o contexto, a inferncia, a leitura de mundo... Antes, havia alunos valentes, agora praticam o bullying. Vejam como crescemos. Havia tambm alunos bagunceiros, agora temos vtimas de transtorno de dficit de ateno e hiperatividade (TDAH). Antes iam para as palmatrias, varas de marmelo e outros apetrechos do gnero. Agora, vo para a Ritalina (medicamento para hiperativos).  o progresso.
      injusto no sentir um profundo agradecimento para com as nossas autoridades educacionais. A elas devemos todas essas incontveis reformas, realizadas sem traumas nem conflitos. Mas ser que no est na hora de se preocuparem com os reais problemas da nossa educao?


5. LEITOR
CHOQUE DE CAPITALISMO
Agora  rezar para que tudo o que VEJA publicou na reportagem Choque de capitalismo (15 de agosto) seja posto em prtica  para o bem do Brasil, e principalmente de nossos jovens. Perseguir esse modelo de privatizao deve ser o objetivo. S dentro do governo ainda no tinham descoberto que as formas anteriores no serviram.
ANTONIO CARLOS RODRIGUES
Niteri, RJ

Dilma acordou e percebeu que o Brasil est patinando e que mudanas precisam ser efetuadas com urgncia para no perdermos a herana benigna deixada pelo governo FHC. Dar continuidade  privatizao de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias vai amenizar as deficincias de infraestrutura que tanto prejudicam o desenvolvimento do pas. O plano para desatar o n Brasil seria perfeito se Dilma aproveitasse a oportunidade para diminuir os gastos pblicos, cortando alguns ministrios que nada acrescentam ao Brasil e parando de aprovar a criao de empresas pblicas. Mesmo assim, se o plano realmente sair do papel  e no for apenas uma peneira para tentar tapar o sol do mensalo , ter, alm do apoio de VEJA, o meu tambm.
MARIA CARMEN DEL BEL TUNES
Americana, SP

O apoio hipotecado  presidente pelos prximos passos a ser dados na direo da necessria privatizao de setores importantes, como aeroportos, ferrovias, portos e estradas, mostra que o jornalismo srio no se deixa levar por orientaes polticas radicais. VEJA mais uma vez d lies de jornalismo de primeira grandeza. Parabns pela reportagem.
HENRIETTE GRANJA
Rio de Janeiro, RJ

Quando Dilma Rousseff foi eleita, seu padrinho poltico e seu partido certamente tinham outro projeto de governo em mente e no contavam com a competncia e disposio da presidente para tomar decises verdadeiramente republicanas, como as que ela vem tomando at o momento. Avante, Dilma, e o Brasil estar contigo!
HERALDO LUCIO DVILA
Belo Horizonte, MG

As medidas pretendidas pela presidente Dilma do um ar de frescor ao seu governo  que pode, enfim, criar uma identidade prpria. A esperana  que os dirigentes e polticos do Brasil deixem de ver o pas e o resto do mundo com a pueril tica dos anos 60. Mais do que um passo em direo ao capitalismo, Dilma pode estar levando a poltica brasileira  maturidade.
MARCUS DE MEDEIROS MATSUSHITA
Barretos, SP

Felizmente, a presidente resolveu deixar de lado o falso pudor e est fazendo exatamente o que Fernando Henrique Cardoso fez no fim do sculo passado  timidamente, diga-se, dada a ferrenha e incontrolvel oposio do PT naquele tempo.  isso a, presidente!
LUIZ MIGUEL BERBERI 
Balnerio Cambori, SC

A Dilma que patrocina esse choque de capitalismo  a mesma que insiste nessa fixao que se tornou o trem-bala; a mesma que quer liderar o pas chefiando uma equipe de 39 (!) ministros; a mesma que mantm na sua equipe econmica gente que acha que se deve administrar a nao por soluos, concebendo medidas pontuais para setores eleitos, sem considerar as consequncias disso. Sugiro cautela.
NLIO SANTANA
Santa Maria, RS

JULGAMENTO DO MENSALO
Em relao  reportagem Duelo entre culpados... e cegos (15 de agosto), o Banco Rural esclarece que os procedimentos bancrios em questo na Ao Penal 470 foram realizados de acordo com as normas e a legislao vigentes naquele momento. Portanto, nem o Banco Rural nem a defesa dos seus quatro ex- executivos includos no processo admitem qualquer culpa por supostos atos ilcitos e, pela mesma razo, no poderiam atribu-la a quem quer que fosse. So categricas as provas em favor daqueles executivos do banco  poca, tais como o Laudo nmero 1.869/2009, do Servio de Percias Contbeis e Econmicas da Polcia Federal, atestando a veracidade dos emprstimos questionados, e os registros no Sisbacen de todos os saques iguais ou superiores a 100.000 reais, feitos das contas das agencias SMP&B e DNA Propaganda. Alm disso, nenhum dos executivos do banco foi acusado de algum ato de corrupo ou desvio de recursos pblicos, cerne do processo judicial em curso.
PLAUTO GOUVA
Presidente do conselho de administrao do Banco Rural
Belo Horizonte, MG

A reportagem Cifras que brilham (15 de agosto) noticiou um valor a mim pago a ttulo de honorrios advocatcios pela defesa da senhora Ayanna Tenrio. Esses honorrios no lhe foram cobrados e, portanto, no foram por mim recebidos. Houvesse eu sido consultado pelos subscritores da matria, teria evitado o engano cometido. Quero esclarecer que os honorrios cobrados por todos os advogados no chamado mensalo corresponderam, em regra, a sete anos de trabalho, em um processo que contm mais de 50.000 folhas, depoimentos de 600 testemunhas, inmeros arrazoados, sustentaes orais e recursos. No meu caso, o valor cobrado est muito aqum do noticiado, sendo que a quantia paga foi ainda menor, em face das dificuldades pelas quais passa a senhora Ayanna, que deixou o Banco Rural em 2006 e vem encontrando obstculos para se recolocar no mercado. Assim sendo, presto as informaes acima para que essa revista continue a pautar as suas matrias pela trilha da verdade estrita.
ANTONIO CLUDTO MARIZ DE OLIVEIRA
So Paulo, SP

Advogados ticos no deveriam preocupar-se com a origem do dinheiro que lhes  pago? Se um advogado receber dinheiro no lcito, no estar incorrendo em algum tipo de crime?
EULER E. NEDER 
Jundia, SP

OLIMPADA 2012
Com a reportagem O nome do jogo  atitude (15 de agosto), VEJA conseguiu traduzir nossa frustrao e sentimento de revolta por mais um fracasso do Brasil nos Jogos Olmpicos. As nossas autoridades devem fazer com que a participao do Brasil na Olimpada de Londres sirva de lio para que, em 2016, a revista no tenha de publicar a mesma reportagem  com outros personagens.
ELIAS KLAIME 
Cascavel, PR

INVESTIMENTO PBLICO EM ATLETAS 
Fiquei surpreso com a nota Patrocnio seletivo (Holofote, 15 de agosto), sobre a inteno do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de criar um critrio para recebimento de investimento pblico relacionado  conquista de medalhas. O ministro deveria saber que o valor de 2 bilhes de reais em patrocnios para a Olimpada de 2012 foi pouco, comparado com o nmero de medalhas conquistadas. Vale lembrar que a maioria dos atletas, at chegar ao nvel olmpico, conta apenas com esforos individuais e patrocnios familiares, alm de muita garra para superar o desafio da falta de investimento pblico na sua formao. Deveriam ser investidos anualmente 2 bilhes durante dez anos para, a sim, serem cobrados o critrio meritocrtico e o retorno em medalhas.
FLVIO BARCELOS
Braslia, DF

Assim como muitos, fiquei decepcionado com o desempenho de alguns atletas que obtiveram rgios patrocnios do governo e de empresas estatais durante quatro anos e no corresponderam s expectativas dos brasileiros na Olimpada de 2012. Concordo com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, no que se refere  criao de um critrio meritocrtico para o investimento pblico em atletas. Gostaria, tambm, que fossem publicados os valores pagos pelo governo e por estatais a cada atleta, para que houvesse uma cobrana por parte da populao.
CELSO BRINCKMANN
Por e-mail

LYA LUFT
Parabns pelo artigo Ministros e medalhas (15 de agosto), da escritora Lya Luft, sobre as mazelas sociais do Brasil que afligem o desenvolvimento do pas na educao, na sade, no esporte, na segurana e em outras reas. O prprio texto d uma explicao para esses percalos: a impunidade poltica  que, alis, recebe medalha de ouro.
VERGLIO CARVALHO
Rio Verde, GO

LR. GUZZO
Muito oportuna a reflexo de J.R. Guzzo sobre a Olimpada e as cotas (Baixar a bola, 15 de agosto). Para ganhar medalhas, valem o talento e a dedicao dos atletas. Alis, na vida tambm  assim. Para nossa sorte. as ideias cotistas no passam pelo crivo do esprito olmpico.
ALEXANDRE MARIN ARAUJO
Porto Alegre, RS

Sobre o desporto no Brasil, haveria raciocnio mais lmpido que o Baixar a bola, de J.R. Guzzo, esclarecendo que a medalha  mrito individual do desportista, e no do pas?
VICENTE J. CASTRO
Fortaleza, CE

Perfeito o artigo de J.R. Guzzo. Considerando a alta estima que o governo brasileiro tem pelas cotas, poderamos pleitear junto  comunidade internacional, atravs desse artifcio, nosso assento permanente no Conselho de Segurana da ONU ou a indicao de um brasileiro ao Prmio Nobel.
BERNADETE MENEZES
Florianpolis, SC

ANNE LAUVERGEON
Na interessante entrevista a VEJA (Mais atmica do que nunca, 15 de agosto), a executiva francesa Anne Lauvergeon demonstrou que domina as questes energticas como poucos e defende corretamente a importncia da energia nuclear que, utilizada da maneira certa,  fonte segura, poderosa e de baixo impacto ambiental.
LUIZ NORONHA
Curitiba, PR

ELVIS PRESLEY
Fiquei muito feliz com a bela reportagem O rei est morto. Viva o rei (15 de agosto). Coleciono revistas com reportagens sobre o meu querido dolo, e essa edio de VEJA certamente vai ter um lugar de destaque na minha coleo. Obrigado, VEJA!
MRCIO AUGUSTO DIEGOLI
Votorantim, SP

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
SANTORO
Com pnico de incomodar a chefe, a assessoria da presidente Dilma vetou seu encontro com Rodrigo Santoro e Alinne Moraes, que foram ao Palcio do Planalto para a exibio do filme Heleno. Quando Dilma soube, o bicho pegou. Foi correria para todo lado. www.veja.com/radar 

COLUNA
RICARDO SETTI
CHINA
Os dados so oficiais: 98% dos rus acusados de algum crime na China so condenados. Os nmeros indicam que a grande maioria dos rus tem restries na defesa. www.veja.com/ricardosetti 

COLUNA 
REINALDO AZEVEDO
MERCADANTE
Embora o ministro Aloizio Mercadante no coubesse no bigode ao anunciar o resultado do Ideb 2011, o fato  que os nmeros mostram que a educao no Brasil continua lamentvel, especialmente a pblica. www.veja.com/reinaldoazevedo

TODO PROSA
SERGIO RODRIGUES
ALFABETIZADOS
S um alfabetizado pleno pode ser leitor de literatura. Tambm s ele pode ser um bom mdico, um bom engenheiro, um bom economista etc. www.veja.com/todoprosa

+TECH
iPAD MINI OU iPOD GIGANTE?
 impossvel resistir s especulaes sobre um lanamento da Apple, e no seria diferente com o mini-iPad. A mais nova informao  no oficial   do site especializado 9to5mac: o aparelho, que deve ter uma tela de 7 polegadas, ser bem em parecido com o iPod Touch. Ainda de acordo com o site, a borda lateral ser mais fina que a do Novo iPad. A montagem ao lado mostra como o site imagina o novo aparelho. Ateno:  s um exerccio tradicional de especulao pr-lanamento Apple. www.veja.com/tech 

NOVA TEMPORADA
MACGYVER EST DE VOLTA
O ator Richard Dean Anderson foi contratado pela Mercedes Benz para voltar a interpretar seu mais famoso personagem, o agente Angus MacGyver, protagonista da srie dos anos 1980 Profisso: Perigo. Aos 62, Anderson ser o garoto- propaganda do Citan, carro que ser lanado na Europa em outubro. O ator tambm deve fazer trs novos episdios produzidos pela empresa, que comear a exibi-los em seu site a partir de 18 de setembro. Uma chance para os fs da srie matarem a saudade de MacGyver. www.veja.com/temporada

VEJA MEUS LIVROS
LIVROS NO CONCORREM COM E-BOOKS
O segundo mais importante executivo da Amazon aproveitou a presena na 22 Bienal do Livro, em So Paulo, para tentar atenuar a resistncia das editoras brasileiras aos livros digitais. Em palestra, Russ Grandinetti mostrou nmeros e afirmou que os principais concorrentes dos e-books so outros produtos digitais, como msicas e filmes, e no a verso impressa de livros. www.veja.com/meuslivros 


 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  DESCOLAMENTO DE RETINA: CIRURGIA  A NICA OPO
A boa notcia  que os avanos tecnolgicos vm aumentando a eficcia do tratamento e reduzindo os casos de retorno da doena.

     Perda parcial da viso de maneira sbita, flashes luminosos, manchas que se mexem conforme o movimento dos olhos. Esses sintomas podem estar associados ao descolamento de retina, problema que pode gerar graves sequelas se no for diagnosticado e tratado logo.
     A retina  a camada mais interna do olho, responsvel por captar os estmulos que so transformados em imagens. O descolamento ocorre por causa de uma rasgadura nessa camada, que permite a entrada de lquido, fazendo com que o tecido da retina se descole. Na grande maioria das vezes, o problema deriva do descolamento do vtreo, substncia gelatinosa que ocupa a maior parte do olho e fica em contato com a retina.
     O vtreo  uma estrutura firme em pessoas jovens, mas vai se tornando fluida com o passar dos anos. Isso pode fazer com que se desprenda da retina e, nas regies de maior adeso, origine a rasgadura. Dentre os sintomas do descolamento de vtreo esto as moscas volantes, manchas no campo de viso que se mexem com o movimento do olho. A degenerao vtrea  comum e nem sempre leva ao descolamento da retina, que  um evento agudo.
     O tratamento de descolamento da retina  cirrgico. A tcnica mais adotada hoje em dia  a vitrectomia, procedimento minimamente invasivo realizado com microinstrumentos. O vtreo  removido, o lquido abaixo da retina descolada  drenado e aplica-se laser para selar a rasgadura. A tcnica evoluiu bastante com equipamentos de melhor desempenho, lentes de qualidade ptica superior de campo amplo e timo sistema de iluminao.
     O fato de serem instrumentos extremamente finos diminui os riscos de inflamao e o desconforto dos pacientes. Alm disso, a tcnica dispensa pontos. Em geral, em relao  tcnica convencional (a retinopexia, que envolve a implantao de uma banda de silicone externamente ao olho), os riscos de retorno do problema so menores na vitrectomia.
     Uma semana aps a cirurgia o paciente j pode retomar as atividades intelectuais. A recuperao visual, porm, vai depender do descolamento de retina ter ou no afetado a mcula, a rea do fundo do olho responsvel pela viso de leitura e de detalhes. Portanto, se a evoluo das tcnicas cirrgicas  bem-vinda, segue sendo fundamental o diagnstico precoce. Uma avaliao anual  especialmente recomendada para quem se enquadra nos fatores de risco, como miopia, doenas degenerativas da retina, traumas e antecedentes na famlia.

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